Pacientes epilépticos que necessitam de acompanhamento constante estão sujeitos a eventos críticos imprevisíveis, nos quais segundos fazem diferença entre uma intervenção rápida e consequências graves.
Nessas situações, familiares, cuidadores e profissionais de saúde dependem de informações claras, atualizadas e confiáveis para tomar decisões sob pressão, muitas vezes à distância. Interfaces confusas e alertas imprecisos ampliam significativamente o risco.
O EpiGuard surge como uma solução de monitoramento contínuo, integrando um aplicativo móvel a um smartwatch, capaz de identificar alterações críticas, notificar automaticamente os responsáveis e organizar o acompanhamento do paciente a partir de estados bem definidos.
O projeto foi concebido e executado como um produto digital completo, envolvendo pesquisa, definição de regras de negócio, design de experiência, interface e desenvolvimento frontend e backend.
2024
UX Research
Arquitetura da Informação
UX & UI Design
Frontend
Backend
12 semanas
O acompanhamento de pacientes em situação de risco envolve múltiplos responsáveis atuando em contextos distintos. Sem uma estrutura clara, informações se fragmentam e decisões passam a ser tomadas sem alinhamento.
O desafio central não era apenas detectar eventos, mas organizar o fluxo de informação, definir responsabilidades e garantir que cada ação fosse compatível com o estado clínico do paciente.
O processo começou com esquemas e explorações conceituais para mapear a jornada do usuário, a criação de perfis e a relação entre paciente, familiares e profissionais de saúde. Essa etapa permitiu testar rapidamente hipóteses e antecipar cenários críticos antes da construção das telas.
Também foram realizados testes de identidade visual, tipografia e contraste, buscando equilíbrio entre legibilidade, hierarquia da informação e reconhecimento rápido de estados críticos.
Com os fluxos validados, foram desenvolvidos wireframes funcionais que serviram como base direta para o desenvolvimento, garantindo alinhamento entre design, regras de negócio e implementação técnica.
A partir desses wireframes, as telas finais foram refinadas no Figma, consolidando hierarquia visual, navegação e padrões de interação para todos os perfis do sistema.
O aplicativo foi estruturado em estados claros e exclusivos, que determinam o comportamento da interface, as permissões de cada perfil e as ações disponíveis em cada momento.
Essa abordagem reduz ambiguidades, evita ações indevidas e garante previsibilidade em situações críticas.
Funcionalidades críticas são controladas por regras claras, baseadas no perfil do usuário e no estado atual do paciente.
Botão “Resolver crise”:
• Paciente: nunca visualiza
• Familiar/cuidador: apenas no estado Atenção
• Profissional da saúde: Atenção e Crise em andamento
Além da tela principal de monitoramento, o EpiGuard organiza informações complementares em abas específicas, projetadas para apoiar a tomada de decisão sem interferir nas ações críticas do sistema.
Cada aba possui um papel claro dentro da jornada, respeitando permissões, contexto de uso e o nível de criticidade das informações apresentadas.
Centraliza os responsáveis vinculados ao paciente, permitindo visualizar os contatos vinculados e suas respectivas informações, e o paciente consegue adicionar ou gerenciar contatos que receberão alertas e notificações, já o familiar/cuidador e o médico conseguem adicionar pacientes, caso tenham mais de um. Essa tela garante que a cadeia de comunicação esteja sempre atualizada e alinhada ao contexto clínico do paciente.
Apresenta o histórico de alertas gerados pelo sistema, organizados por tipo e nível de criticidade. Essa visão permite acompanhamento contínuo, identificação de padrões e análise de recorrência de eventos ao longo do tempo.
Ao acessar um alerta específico, o usuário visualiza informações completas sobre o evento, como estado do paciente, horário, ações tomadas, confirmações recebidas e quem resolveu a crise(se resolveu). Essa tela garante rastreabilidade, transparência e suporte à tomada de decisão clínica.
Reúne configurações e informações complementares, como dados do perfil, sincronização quando o perfil é o paciente, monitoramento do sono, dados clínicos, guia de primeiros socorros, ajuda e suporte, termos e informações do app. Essa separação mantém a interface principal enxuta, evitando distrações em situações de monitoramento crítico.